ADPESP - Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo.

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História

A ADPESP - Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo - foi fundada no dia 11 de novembro de 1949. Segundo as atas feitas após a fundação, o principal objetivo da entidade é o de "congregar os Delegados de Polícia na defesa dos interesses da classe, ligados à sociedade, à segurança pública e ao desenvolvimento da Polícia de São Paulo". A defesa da sociedade sempre esteve em primeiro lugar entre suas prioridades, e devido a esse aspecto, a ADPESP é reconhecida nacional e internacionalmente, sendo uma das entidades mais antigas e pioneiras no país em associação de Autoridades Policiais civis.

Idealizada, entre outros, pelo Dr. Antônio Ribeiro de Andrade, considerado o "Pai da Associação", a ADPESP representa hoje mais de quatro mil e quinhentos Delegados de Polícia do Estado, organizados em carreira desde 23 de dezembro de 1905, quando o então presidente do Estado de São Paulo, Jorge Tibiriçá, propiciou o surgimento de uma polícia profissional, em detrimento daquela vigente, constituída por leigos. A ADPESP conta atualmente com mais de 4.000 associados e sede própria inaugurada em 11 de novembro de 1969.

O lema dos Delegados de Polícia reflete o orgulho, o destemor, a competência, o profissionalismo e a solidariedade com que encaram a sua missão: "Ação, Lealdade e União". Em 30 de outubro de 1950 a Assembléia Legislativa de São Paulo declarou a ADPESP como entidade de utilidade pública (Lei estadual nº 816/50).

A ADPESP funcionou inicialmente em duas salas (de números 516 e 517) cedidas pelo Departamento de Investigações - DI -, no 5º andar do Palácio da Polícia da Rua Brigadeiro Tobias, 527. O 1º Boletim da entidade, datado de 11 de janeiro de 1951, falava em 322 sócios. No dia 12 de janeiro da 1949 foi aprovado o seu Estatuto. Em 19 de dezembro do mesmo ano foi realizada a primeira eleição para a Diretoria, sendo presidente da Comissão Eleitoral o Dr. Gilberto Silva Andrade. No dia 11 de janeiro de 1950 tomou posse a Primeira Diretoria, para o biênio 50/51, presidida pelo Dr. Antônio Ribeiro de Andrade. Seguiram-se quatro biênios (52/53, 54/55, 56/57 e 58/59) sob a presidência do Dr. Pedro de Alcântara Carvalho de Oliveira. Depois, Dr. Guilherme Pires de C. Albuquerque (60/61), novamente Dr. Antônio Ribeiro de Andrade (62/63) e Dr. Emiliano Leopoldo Cardoso de Mello (64/65).

No dia 11 de novembro de 1969, último ano do segundo biênio (66/67 e 68/69) presidido pelo Dr. Coriolano Nogueira Cobra, foi adquirida a sede própria da ADPESP, localizada na Avenida Ipiranga, 919, no Conjunto Cinerama, funcionando inicialmente apenas no 10º andar. No dia 22 de novembro de 1975 foi inaugurada pelo então presidente, Dr. Francisco Guimarães do Nascimento, a primeira ampliação da sede. Em março de 1981, nova ampliação. Em dezembro de 1993, foram inauguradas as novas instalações do Centro de Processamento de Dados, do Escritório e da Biblioteca Dr. Coriolano Nogueira Cobra. Hoje a ADPESP funciona em três andares (9º, 10º e 11º) e conta em sua sede com o freqüentadíssimo restaurante, além de salão de jogos, consultório odontológico, assistência jurídica, barbeiro, manicure, boutique. Possui ainda quatro Colônias de Férias (Ubatuba, Caraguatatuba, Peruíbe e São José do Rio Preto) e quatro subsedes (Araçatuba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto e Sales), que estão à disposição do associado e suas famílias.

No auditório "Delegado de Polícia Dr. Ivahir Freitas Garcia" (presidente nos biênios 70/71 e 72/73, além de Deputado Federal e Estadual) estão localizadas a Galeria Histórica, que homenageia os presidentes da Associação, e a Galeria de Honra, com os Delegados de Polícia que exerceram o cargo de Secretário de Segurança Pública.

É preciso mencionar ainda a tradicional confraternização que ocorre uma vez por ano, no sábado mais próximo ao dia 11 de agosto (data da criação do primeiro curso jurídico no país), quando a ADPESP oferece o Almoço dos Aposentados, realizado regularmente desde 1975. As esposas dos Delegados também fizeram história. Elas se reuniam mensalmente em uma "Associação das Esposas dos Delegados de Polícia" para fazer filantropia, arrecadando mantimentos e roupas e os distribuindo às esposas de outros policiais (investigadores, escrivães etc.).

Nesses mais de 50 anos de existência, várias lutas foram travadas pela ADPESP em defesa dos interesses da classe dos Delegados de Polícia. Destaque maior merece a reivindicação de equiparação salarial dos Delegados com as outras carreiras jurídicas, em especial a dos Promotores. Já o Primeiro Boletim da ADPESP informava que em agosto de 1950 "várias e repetidas reuniões teve esta Diretoria no sentido de conseguir elementos convincentes, junto ao Exmo. Sr. Governador do Estado, concernente à desejada e justíssima equiparação dos vencimentos dos Delegados de Polícia aos dos Promotores Públicos".

Outras batalhas também foram travadas. Melhorias salariais; a anexação de gratificações aos vencimentos; reestruturação das carreiras policiais; estabilidade dos Delegados de Polícia; criação da Lei Orgânica da Polícia Civil; instituição do Código de Ética Profissional; definição da Polícia Civil nas reformas constitucionais; defesa dos Delegados vítimas de ofensas ou agressões; solidariedade e apoio financeiro às famílias dos policiais falecidos; debates sobre temas relativos à segurança pública no país e no exterior. Estas são algumas das lutas narradas ao longo de 55 anos de história da ADPESP, que se encontram em seus boletins, atas e depoimentos vivos dos Delegados aposentados e da ativa.

Ainda hoje a maior reivindicação da classe dos Delegados de Polícia continua a ser a isonomia salarial com as demais carreiras jurídicas. Prevista na Constituição Federal de 1988, a isonomia não foi cumprida no Estado de São Paulo, obrigando a ADPESP a recorrer de forma constante ao Poder Judiciário, visando à sua observância, continuidade no texto constitucional e aplicação.

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