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14/05/2018 - ADPESP na Mídia: Jornal Destak do ABC expõe a falta de infraestrutura nas delegacias


Polícia Civil denuncia sucateamento de delegacias

Orçamento estadual deste ano prevê R$ 45 milhões para construção, reforma ou ampliação de unidades

A Associação e o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo denunciam o sucateamento das delegacias do Estado. O motivo seria a falta de investimentos nos últimos anos na Polícia Civil.

As unidades enfrentam situações como de itens quebrados e interditados em banheiros, falta de manutenção e de estrutura para atender a população.

O orçamento da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo para este ano é de R$ 21,2 bilhões, sendo que R$ 15,3 bilhões são para a Polícia Militar e R$ 4,1 bilhões são destinado a Polícia Civil, desse total, apenas R$ 45 milhões deverão ser destinados para expansão da infraestrutura das delegacias, como por exemplo, construção, reforma ou ampliação de unidades em todo o estado de São Paulo. A meta prevista no orçamento deste ano é de que 12 prédios dividam esse montante para as obras.

Para o presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil do Estado de São Paulo, Gustavo Mesquita, a diferença no orçamento destinado as duas polícias de deve a uma priorização da atividade ostensiva.

"A Polícia Militar dá mais visibilidade para a população, quando se fala na Polícia Judiciária, que é a Polícia Civil, os resultados são de médio e longo prazo, porque ela faz atividade investigativa", opinou.

Cargos

Além dos problemas de infraestrutura, dados do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo apontam que há um déficit de 12,4 mil cargos em todas as carreiras da Polícia Civil. Somente de delegados, faltam mais de 600.

"Mesmo com todos os cargos preenchidos o número ainda seria insuficiente, porque esse quadro foi elaborado em 1994 e desde então a população para ser atendida é muito maior", explicou Raquel Kobashi Gallinati, presidente da entidade.

Um levantamento realizado pelo Destak aponta que o número de inquéritos policiais instaurados entre janeiro e março deste ano é 6% menor do que no mesmo período do ano passado.

"A população é prejudicada porque a Polícia Civil é responsável pela investigação, portanto o combate a corrupção, impunidade e crime organizado também ficam prejudicados", disse Raquel.

Leia abaixo a nota da Secretaria de Segurança Pública na íntegra:

"A SSP informa que não faltam investimentos para Polícia Civil. O sindicato distorce dados e fatos a fim de justificar uma tese equivocada. O suposto déficit apontado leva em consideração 2.486 mil cargos de carcereiros, que foram extintos em razão do fechamento das carceragens em distritos policiais.

No final do ano passado foram empossados 1.240 novos policiais, os últimos aprovados nos concursos abertos em 2013. Além disso, foi autorizada a abertura de concurso para seleção de mais 2.750 policiais e anunciada a modernização de 120 delegacias.

Desde 2011 foram distribuídos pelo Estado 5.806 policiais civis. O orçamento da instituição vem sendo ampliado. Somente em 2017 o aumento foi de 3% e os investimentos tiveram incremento de 166%. Além disso, estão em formação outros 622 policiais que reforçarão o quadro da Polícia Civil.

Importante também ressaltar que o combate ao crime organizado é constante. O Estado de São Paulo, no primeiro trimestre deste ano, conseguiu atingir a taxa de 7,23 casos para cada 100 mil habitantes, a menor do país. Os outros índices criminais, como os roubos, latrocínios também seguiram a tendência e estão caindo ano a ano, graças aos investimentos e empenho de ambas as polícias."

Fonte: Jornal Destak.

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