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11/10/2017 - Se passar, reforma da Previdência deve ser 'coisa chocha', diz líder tucano


Considerado elemento chave para a sustentação das contas públicas no longo prazo, a reforma da Previdência ainda neste ano é vista com ceticismo por senadores da base aliada, que já começam a falar em alternativas para o ajuste fiscal.

Em audiência pública do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), nesta terça-feira (10), senadores indicaram antever um cenário pouco animador para a tramitação da reforma no Congresso –que demanda votação em dois turnos na Câmara e no Senado.

 "Não vamos conseguir avançar na reforma da Previdência como gostaríamos, em função da aproximação do calendário eleitoral. Alguma coisa será possível até dezembro mas não a reforma aprovada na comissão especial", afirmou Fernando Bezerra (PMDB-PE).

Preocupado com a limitação do governo em conter despesas obrigatórias, Bezerra buscava respostas de Goldfajn sobre a redução de custos com a manutenção das reservas internacionais do Banco Central. Segundo ele, para manter os US$ 380 bilhões de proteção contra turbulências no setor externo, o governo gasta cerca de R$ 30 bilhões.

 Não foi o único a falar em alternativas.

"Realisticamente, não vamos conseguir [espaço para aprovar a reforma] com a proximidade do calendário eleitoral e com alguns problemas que envolvem o ambiente político do Brasil", disse Armando Monteiro (PTB-PE). "Daí a preocupação em oferecer algo alternativamente no ano eleitoral".

"Sempre fui cético [sobre a viabilidade da reforma]. Acredito que pode passar uma coisa mais 'chocha', ou melhor dizendo, uma coisa menor, só com idade mínima. Uma reforma mesmo deve ficar para o próximo governo", afirmou Tasso Jereissati (PSDB-CE), após a audiência. Em seu discurso, Goldfajn sinalizara que a redução permanente dos juros depende do avanço das reformas.

Os cortes sucessivos pelo Copom (Comitê de Política Monetária) levaram a Selic a 8,25% ao ano e analistas do mercado financeiro já preveem que possa ficar abaixo de 7% ao ano.

Em termos reais (descontada a inflação projetada um ano à frente), a taxa está em torno de 3% ao ano, ressaltou Goldfajn, patamar mais baixo do que a média dos últimos cinco anos (5% ao ano) e também reduzida em termos históricos. "Há duas décadas atrás, a taxa estava em 20% ao ano", disse Goldfajn. "Nosso papel é tentar manter essa taxa estrutural baixa."

Significa, disse, que ou o país avança em reformas que permitam a redução progressiva do juro estrutural ou a taxa terá que ser reajustada.

Fonte: Folha de S. Paulo.

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